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SEGURANÇA E PROTEÇÃO
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher e do movimento SP Por Todas, articula uma rede de proteção para garantir acolhimento, atendimento humanizado e acesso à justiça, ampliando a visibilidade dos serviços e facilitando o caminho de busca por ajuda. Conheça abaixo a rede disponível e veja qual serviço é o mais indicado para o seu caso.
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Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs)
As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) são unidades especializadas da Polícia Civil responsáveis pelo atendimento, registro, investigação e encaminhamento de crimes praticados contra as mulheres como violência doméstica, ameaças, lesões corporais, crimes sexuais e feminicídio.
Além das DDMs, todas as delegacias de polícia estão aptas a registrar ocorrências e adotar providências imediatas de proteção. Algumas unidades contam com as salas DDMs, que são espaços só para mulheres instalados dentro de delegacias em plantões 24h, em um ambiente mais acolhedor para as vítimas.
Confira os endereços :
O Estado de São Paulo possui 142 Delegacias de Defesa da Mulher espalhadas pelos municípios, onde qualquer pessoa pode ser atendida, registrar um boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva. Nas DDMs, as mulheres vítimas de violência contam com serviços especializados e equipes treinadas para atendimento.
Além das delegacias da mulher, é importante destacar que qualquer delegacia da Polícia Civil está apta a receber e atender as vítimas, assim como o serviço 190 e o Disque-Denúncia (181) da Polícia Militar. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) também conta com a Cabine Lilás, com atendimento especializado realizado por policiais militares treinadas para atendimento a mulheres vítimas de violência.
Salas DDM
As salas DDM são espaços exclusivos e humanizados instalados em unidades policiais, garantindo atendimento reservado, acolhedor e qualificado, inclusive no período noturno, finais de semana e feriados. Permitem atendimento presencial ou remoto, com integração à DDM Online.
DDM Online
A DDM Online também é uma importante alternativa para proteger as mulheres vítimas de violência. O canal digital possibilita o registro de ocorrências e o acesso a orientações, com privacidade e sem necessidade de deslocamento, ampliando o acesso das mulheres ao atendimento policial especializado. O canal fica na plataforma da Delegacia Eletrônica, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Por meio da DDM Online, é possível registrar ocorrências a partir de qualquer dispositivo conectado à internet, sem sair de casa. As vítimas também podem solicitar medidas protetivas pelo canal.
Saiba mais: https://delegaciadigital.policia-civil.sp.gov.br/pagina-inicial
Aplicativo SP Mulher Segura
Outro serviço disponível ininterruptamente para a mulher vítima de violência é o aplicativo SP Mulher Segura. Além da DDM Online, mulheres vítimas de violência podem registrar o boletim de ocorrência por meio do aplicativo, onde é possível cadastrar informações pessoais, do agressor e o histórico da ocorrência, podendo também anexar imagens, além de solicitar a medida protetiva de urgência.
O aplicativo também possui um botão do pânico. Se a mulher estiver sob medida protetiva e encontrar-se em situação de perigo, ela pode acionar o botão e uma viatura será chamada ao local. A tecnologia usada pelo aplicativo também permite o acionamento automático do botão caso o agressor, sob o uso de tornozeleira eletrônica, se aproxime.
O SP Mulher Segura usa georreferenciamento para cruzar a localização do agressor com a da vítima. Se identificada uma aproximação, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é acionado e uma viatura é despachada para o local.
Baixe agora:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.sp.ssp.spmulher
https://apps.apple.com/br/app/sp-mulher-segura/id6478689879
Cabine Lilás
Atendimento especializado dentro do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), realizado por policiais femininas treinadas para orientar mulheres que ligam para o 190. A vítima recebe apoio desde o acionamento da ocorrência até orientações sobre direitos e serviços disponíveis conforme cada caso e localidade.
Tornozeleira Eletrônica
O Governo de São Paulo disponibiliza tornozeleiras eletrônicas para monitoramento de agressores em tempo real, cumprindo medidas protetivas decretadas pelo Judiciário. Os agressores de mulheres tornozelados são monitorados ininterruptamente pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
A integração do sistema permite que policiais acompanhem o deslocamento do acusado. Em caso de violação da medida restritiva e a aproximação do raio de exclusão, uma equipe da PM é direcionada ao local imediatamente para detê-lo. Além disso, uma policial entra em contato com a vítima.
Patrulha SP Mulher Segura
Serviço de segurança especializado que realiza ações preventivas e atendimento prioritário da Polícia Militar, com frota e equipes dedicadas ao fortalecimento da proteção às mulheres, à prevenção da violência e à captura de agressores que ameaçam, agridem ou descumprem medidas protetivas. O objetivo é monitorar situações de risco que, muitas vezes, não resultam imediatamente em boletins de ocorrência, mas que podem evoluir para casos mais graves de violência doméstica. As equipes também atuarão no mapeamento de áreas e ocorrências recorrentes, contribuindo para ações mais estratégicas de prevenção e resposta.
A Patrulha SP Mulher Segura é a primeira estrutura da PM dedicada exclusivamente à defesa das mulheres. As equipes atuam de forma preventiva e ostensiva em casos atendidos pela Cabine Lilás e nos acionamentos do botão do pânico. O patrulhamento especializado trabalha em conjunto com o aplicativo SP Mulher Segura.
Abrigo Amigo
O Abrigo Amigo é uma iniciativa realizada em parceria entre a Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo e a Eletromidia, com o objetivo de ampliar a segurança de mulheres nos pontos de ônibus, por meio da utilização de abrigos como espaços de acolhimento e apoio remoto a mulheres que esperam o transporte público em situações de vulnerabilidade.
Espaço Acolher
Atendimento humanizado e com privacidade a vítimas de violência ou importunação sexual nos trens e estações. Confira as estações que já contam com o serviço: https://www.cptm.sp.gov.br/cptm/esg-consciente/praticas-sociais/em-movimento-por-elas/espaco-acolher
Casas Abrigo
Locais destinados a acolher e proteger mulheres e seus filhos menores de 18 anos em situação de violência doméstica e risco iminente. Oferecem segurança, acolhimento e apoio para reorganização da vida longe do agressor.
Como acessar o serviço?
A mulher vítima de violência é encaminhada por órgãos de uma rede de proteção. Eles incluem delegacias, Ministério Público, Defensoria Pública e serviços municipais de assistência social.
Se uma mulher precisar de abrigo, o ideal é buscar atendimento imediato em uma Delegacia da Mulher ou em um serviço de assistência social do município, que poderá orientá-la sobre o encaminhamento.
Protocolo Não se Cale
Estabelecimentos como bares e restaurantes do estado de São Paulo devem cumprir com o protocolo Não se Cale. Com ele, os funcionários desses espaços ficam obrigados a oferecer apoio para a mulher que esteja sendo vítima de importunação e violência. O Procon-SP realiza a fiscalização dos estabelecimentos certificados para esse cuidado. Conheça: https://www.mulher.sp.gov.br/sec_mulheres/nao_se_cale
Grupos Reflexivos
Atuam diretamente com os autores da violência, entendendo que o combate à violência contra a mulher vai além do acolhimento e da proteção às vítimas. O trabalho também inclui ações de prevenção e conscientização, incentivando a responsabilização e a construção de relações mais saudáveis, com foco em evitar novas agressões e garantir mais proteção às mulheres.
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